O rosto de Cristo sempre aguçou a imaginação de cada um de nós. Como seria seu semblante? A cor de seus olhos? Seu sorriso? No tempo de Jesus muitas pessoas queriam estar ao seu redor simplesmente para ver o seu rosto, como Zaqueu cujo objetivo era simplesmente “ver quem era Jesus” (Lc 19, 3). Ao contrário do que imaginamos, seus traços físicos não se perderam na história, mas existem alguns registros de sua aparência. Nos achados arqueológicos de Qunram foram encontrados documentos que traçam as características físicas de Jesus, como por exemplo a carta de Lentulus Publius enviada  ao Imperador Tibério César, a qual pode ser lida na íntegra, abaixo:

 

"Eis aqui, enfim, a resposta que com tanta ansiedade esperáveis. Ultimamente apareceu na Judéia um homem de estranho poder, cujo verdadeiro nome é Jesus Cristo, mas a quem o povo chama "O Grande Profeta" e, seus discípulos, "O filho de Deus". Diariamente contam-se dele grandes prodígios: ressuscita os mortos, cura todas as enfermidades e traz assombrosa toda Jerusalém com a sua extraordinária doutrina. É um homem alto e de majestosa aparência; sua face, ao mesmo tempo severa e doce, inspira respeito e amor a quem a vê. Seu cabelo é da cor do vinho e desce ondulado sobre os ombros; é dividido ao meio, ao estilo nazareno. Sua fronte, pura e altiva, sua cútis pálida e límpida; a boca e o nariz são perfeitos; a barba é abundante e da mesma cor dos cabelos; as mãos finas e compridas; os braços de uma graça encantadora; os olhos azuis, plácidos e brilhantes. É grave, comedido e sóbrio em seus discursos. Repreendendo e condenando é terrível; instruindo e exortando, sua palavra é doce e acariciadora. Ninguém o viu rir, mas muitos o têm visto chorar. Caminha com os pés descalços e a cabeça descoberta. Vendo-o a distância há quem o despreze, mas em sua presença não há quem não estremeça com profundo respeito. Quantos se acercam dele, dizem haver recebido enormes benefícios, mas há quem o acuse de ser um perigo para Vossa Majestade, porque afirma publicamente que os reis e os escravos são todos os iguais perante Deus".