Tema: Maria, uma presença permanente na Igreja

 

(Estudo desenvolvido por perguntas e respostas)

Muitas são ainda as dúvidas que persistem nas mentes de alguns cristãos católicos a respeito da atuação de Maria no mundo. Uma delas foi a sua presença na ressurreição de Jesus.

Ainda comentando uma fala do nosso beato João Paulo II. Disse ele sobre este tema:

 “O conhecimento, a investigação e a piedade em relação a Maria de Nazaré não podem circunscrever-se aos limites cronológicos, mas devem constituir uma tarefa permanente: Com efeito, a Mãe do Senhor é um  dado da Revelação divina e constitui uma presença materna sempre operante na vida da Igreja”.

1.Finalmente, a quem Jesus apareceu primeiro depois de sua ressurreição?

p. 51. 59-61 livro III -  Segundo a literatura dos primeiros cristãos, para sua mãe. Diante da situação todos insistiram para que Maria permanecesse em casa, mesmo assim ela podia sentir o sofrimento de seu filho.

2. Por que os evangelhos não dizem isso?

Os evangelhos são a BOA NOVA DE JESUS E NÃO DE MARIA.

3. Sendo assim, é importante conhecer detalhes sobre a vida de Maria?

Sim. Se a amamos, devemos conhecer como foi sua vida aqui na terra. Tais informações contribuirão para um conhecimento também mais profundo do mistério de Cristo, da Igreja e da vocação de todos nós. Maria é um dos meios de chegarmos a Cristo.

4. Esta preocupação de conhecer profundamente a atuação de Maria no mundo em relação a seu filho é somente dos cristãos de hoje?

Não. Isso vem desde o início da igreja cristã,

  1. No mistério da Encarnação;
  2. Na sua missão na história da salvação;
  3. No movimento patrístico (PAIS DA IGREJA, foi o nome dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos). Deixaram uma rica literatura, colocando a MARIOLOGIA em contacto com o povo, o que permitiu um conhecimento maior em relação ao aprofundamento nas raízes da vida de Maria com Jesus e com o povo.
  4. No movimento missionário: quando o povo descobriu a importância de Maria de Nazaré: ela foi a primeira a ser evangelizada (cf.Lc1,26-38 - anúncio do nascimento de Jesus), e a primeira evangelizadora (cf. Lc. 1, 39-45 – sua visita a Isabel);
  5. Até no movimento ecumênico: fator que tem procurado unir todos os cristãos tentando compreender com exatidão a figura da Virgem no âmbito das fontes da Revelação, na devoção intensa dos católicos na tão grande piedade mariana.

 

5. Já que estamos falando da vida de Maria no período da morte, paixão e ressurreição de Jesus, qual foi o comportamento dela naquela semana?

(p. 50-59, livro III). Maria participou ativamente do sofrimento de seu Filho Ela rezava diuturnamente por seu filho e por Judas.

p. 51 - Os discípulos até pensaram em ir conversar com as autoridades para amenizar o sofrimento de Jesus.

p. 52.53 -  Ela presencia o ato de Verônica que lhe mostra o lenço e lhe dá de presente.

p. 54.55 -  Maria vai junto com Jesus e a multidão até o Gólgota e fica com João e Maria Madalena junto a cruz, quando recebe João como seu filho e toda a Igreja hoje.

p. 55 - Maria lembra ali a profecia de Simeão. Lc 2,35. Deste fato nasce o título de N. S. das Dores/ da piedade/ compaixão p. 56.

6. O que podemos deduzir de tudo isso?

Que Maria foi uma mãe ativa, inteligente e que nunca deixou seu filho sem o colo e o carinho de sua mãe. Soube ser amorosa e compreensiva com os carrascos que o mataram, porque estes não sabiam o que estavam fazendo e que ele ressuscitaria três dias depois.