Introdução ao estudo dos Anjos

 

Anjos!!! Quem são? Existem?Você já viu um anjo? Acreditar neles é uma questão simples mas ao mesmo tempo complexa. De certa forma, todos temos curiosidade em conhecer o porque da existência dos anjos.Historicamente eles estão ligados aos conceitos cananeus (antigos habitantes da  Palestina quando ainda se chamava Canaã)

 

Tentando elucidar alguns questionamentos sobre a existência dos anjos, recolhi alguns textos de vários autores das mais diferentes crenças, que de alguma forma sintetizam as diversas abordagens e  épocas, o que deu origem ao culto aos anjos no meio popular.

 

Nos textos antigos da Bíblia (tempo de Davi e Salomão),  a diferença entre um ser celeste e o terrestre não era muito nítida, pelo fato das inúmeras intervenções de Javé no meio do povo através de seus líderes ( Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, profetas) considerados por eles como mensageiros da divindade.

 

Contudo, conheciam-se os anjos, usualmente na forma humana ou totalmente invisíveis

 

O povo israelita teve sempre Javé como seu único Deus. Os anjos  não ocupavam seus cultos e nem eram considerados autônomos. Nunca houve seitas dedicadas a eles em Israel. Contudo no reinado de Salomão a presença dos anjos é constante entre o povo. Todos acreditavam numa grande corte celeste ao redor do trono de Deus.

 

O profeta Miquéias em sua visão afirma: eu vi o Senhor assentado no trono com todo o seu exército em sua presença, a sua direita e a sua esquerda (1Rs 22,19).

 

Percebemos a importância  dos anjos pela intensidade com que hoje se falam deles. Para a maioria dos que neles acreditam, são os mensageiros de Deus, o próprio nome explica: “angelos” significa mensageiro/embaixador, que fala e age no lugar daquele que o enviou. Tal “pessoa” está sob a proteção de Deus (crença monoteísta) ou dos deuses (crença politeísta).

 

 São eles que escoltam as almas até o hades (corresponde ao xeol. Mt 11,23 ; 16,18; Lc 16,23; At 2,27).

 

  • Ao Xeol(mundo dos mortos, Dt 32,22 ; 2Sm 22,6; Sl 18,5).

 

  • Ao Geena(vale do Hinom, um valer de Jerusalém onde se faziam sacrifícios humanos. Termo usado para designar um lugar de suplício eterno (Mt 5,22 ; 10,28 ; 18,9 ; 23,15; Lc 12,5 ; Tg 3,6; Ap 20,10.

 

  • Aos infernos ou mansão dos mortos, lugar de onde não se pode sair. Lugar destinado ao suplício das almas perdidas. Este foi também um pensamento existente nos documentos apócrifos como veremos no capítulo I.

 

         O nosso conhecimento sobre os anjos está fundamentado na Bíblia, na Tradição e na doutrina da Igreja. O IV Concílio (1215 d.C) em Latrão e o Concílio Vaticano I (1869), declararam que simultaneamente no início, Deus criou do nada o mundo espiritual e corporal.

 

Os anjos e os papas
 

         Todos os papas confirmaram e propagaram aos cristãos a fé na crença dos anjos, o que levou muitos fieis a acreditarem na existência destes e de suas interferências em suas vidas. Vamos refletir as considerações de alguns:

 

Pio XI (1922-1939)

 

Emitindo a sua opinião sobre os anjos disse que  os sentia por perto pronto a ajudar, e que rezava diariamente ao seu anjo da guarda principalmente nas dificuldades.

 

Pio XII (1939-1958)

 

Em sua encíclica dirigida aos teólogos  em 1950, que duvidavam da existência dos anjos, disse: “existe um outro mundo invisível mas real como o nosso, onde os anjos viajam como vocês como o próprio Jesus disse em Mateus 18,10”.”cuidado para não desprezar os pequeninos  porque os seus anjos no céu estão continuamente na presença do Pai celeste”. Quando as crianças se tornam adultas seu anjo da guarda não as abandona mas permanecem para sempre.

 

João XXIII

 

As Ordens angelicais, segundo alguns autores místicos e até voltados ao esoterismo, são compostas por três classes diferentes, cada qual com três coros, perfazendo um total de nove coros de anjos que no decorrer do curso iremos conhecer em profundidade.

 

Um eco desta prática nos questiona: por que Deus precisaria de mensageiros? Talvez pela necessidade do envio de uma notícia por demais secreta só dada a conhecer ao seu destinatário, a qual podia ser tanto de alegria como de tristeza. Quem sabe  encurtar distância entre o ser humano e Deus. 

 

De uma certa  forma todos temos a curiosidade em conhecer o porque da existência dos anjos.